[Prosa Poética] Só pra te ter aqui

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olá, queridos leitores. Depois do sucesso da última postagem - e isso é motivo de grande alegria, não apenas porque meu poema foi bem-aceito, mas porque ficou provado que vocês gostam de poesia -, eu trouxe uma prosa poética escrita por ninguém menos que Rafaela Barbosa, minha prima - acesse o blog dela clicando AQUI. Bom, a partir de agora, postarei algumas coisas da Rafa no blog, espero que gostem.


Só pra te ter aqui





        Convencendo-me de que quando eu menos esperar os seus passos serão traçados ao lado dos meus, vivo numa tentativa errônea de mascarar essa falta que me faz você aqui. Onde eu possa te tocar, onde eu possa te sentir. Ter seu sorriso iluminando o meu dia, me fazendo voar, no sentido mais livre dessa palavra, sem precisar sequer mover os meus pés. Pés que andam pelo mundo deixando as suas marcas, algumas profundas, outras mais rasas; mas que não deixam de marcar. Enquanto as deixo pelo chão, meu pensamento, livre, desprende-se de mim, e num ato de egoísmo, viaja sozinho até onde o meu corpo queria estar... E ele sente o que meu corpo queria sentir. E fica ali, ocupando o lugar da ausência.


[Causo] MaLuQuEtEs

quarta-feira, 23 de março de 2011

Olá, queridos! Venho dessa vez com uma história pra rir ou achar tudo muito ridículo - eu achei a maior comédia.

Eu e meu esposo resolvemos aproveitar o finalzinho das nossas férias para fazer uma visitinha aos parentes dele no interior da Bahia - Itaberaba, região da Chapada Diamantina. Dias vêm, dias vão, combinamos de voltar pra casa ontem, mas eu quis ficar mais um dia, então, ficamos. Acontece que euzinha - sei lá se de tensão - passei mal a madrugada inteira e tive receio de viajar pela manhã cedinho. Enrolei, enrolei, enrolei... Me entupi de chá, até que não teve mais jeito, os compromissos chamavam. Ligamos pra Rodoviária por volta de 11h, havia um ônibus em trânsito - sem hora certa de chegar lá - previsto pra sair às 11h40. Teríamos que dar um gás se quiséssemos pegá-lo.

Lá vamos nós às 11h35, saindo de casa. Minha sogra pegou carreira! Driblou um, driblou dois, chamou quem ficou para trás de lerdo, e o carro ultrapassado só buzinando atrás da gente. Achei estranho, viu? Mas a pressa era tão grande que continuamos. Entramos em rua, saímos em rua, e o carro ultrapassado voltou a buzinar. Oh, gente, o porta-malas do carro estava aberto. Sim, a porta estava suspensa!

Felizmente nossas coisas não caíram pelo meio da estrada. E podem ter certeza de que eu perderia o ônibus, mas não deixaria de descer do carro pra filmar e fotografar o belo e cômico estrago, seria a prova dos nove de que a pressa é mesmo inimiga da perfeição.

Por fim, o ônibus ainda nem estava na rodoviária quando chegamos, às 11h40 em ponto! E olha que meu esposo chegou a descer do carro pra explicar o ocorrido ao retardatário que vinha tentando nos avisar da mala aberta desde uma rua bem pertinho de casa. Ainda tivemos tempo de tirar as passagens e comprar uns lanchinhos - grandes caras-de-pau! Agora estou em casa, de estômago desembrulhando, mas tô legal.

Como eu gosto de zoar, mas nunca perco o romantismo, olha só o que consegui registar ontem à tarde... (Favor ignorar os pequenos obstáculos visuais)





Ainda estou aqui!

quarta-feira, 16 de março de 2011


Olá, pessoal. Em primeiro lugar, desejo a todos um feliz Ano-Novo! Vocês podem até pensar: “Nossa, Isie, que atrasada... “. Mas é isso mesmo, antes tarde do que nunca, né?


Então, na virada de 2010 para 2011, decidi dar um tempo no Entre a Fé, a Razão e o Coração e escrever um novo livro. Pensei em dar continuidade a Vilson e Mário ou ao conto infantil A Árvore de Pedrinho, mas terminei me rendendo a outra ideia. Sim, trata-se de mais um romance, dessa vez, voltado para os adolescentes, intitulado Sobre Nós


Narrado por Clara e Maria Elisa, duas gêmeas de dezessete anos, quase não-idênticas devido a mudanças externas, e por Luís, um rapaz de vinte e dois anos, que ficou cego após sofrer um acidente automobilístico, o livro aborda temas delicados e de grande importância aos jovens em fase de transição da adolescência para o início da vida adulta, tais como: família, ciúme, amizade, preconceito, paixão, vestibular, sexo na adolescência, problemas psicossomáticos, direção perigosa e muito mais.

O cenário da história é a belíssima cidade turística da Bahia, Lençóis, que faz parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Bom, se pareceu interessante, é só clicar AQUI e acessar o Prólogo e o Primeiro Capítulo. O livro agora está em fase de conclusão, depois virão as famosas revisões e, se Deus quiser, a tão esperada publicação. Para me ajudar na divulgação do projeto, basta copiar o código abaixo da imagem e colar em seu blog - agradeço desde já.




No mais, queridos, tô preparando uma seleção de fotos pra colocar no blog, é que eu estive em alguns lugares bem legais durante as férias passadas - Búzios, Angra dos Reis e Manaus. Nessas férias, visitei um lugar lindíssimo da Bahia - Conde, Linha Verde -, mas tirei algumas fotos superinteressantes pelo caminho - Praia do Forte, Ruína do Castelo da Torre (A Casa da Torre de Garcia D'Ávila, único castelo medieval do Brasil!), Mirante e Massarandupió (mas eu não fui à praia de nudismo não). Como veem, prometo compensá-los por essa enorme ausência de postagens. Além do mais, para os gourmets de plantão, nesse semestre, terei quatro disciplinas práticas em Gastronomia, ou seja, muita receita - inclusive atrasadas - pra colocar aqui.

Agora chega de blá-blá-blás e tró-ló-lós! Deixo vocês com uma pequena poesia visual que acabei de montar e intitulei "Imperativo".



 

Tortilla de Patata (Omelete de Batata)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sem demora, vamos à receita.

Ingredientes:

120 ml de Azeite de Oliva (½ x.c.)
120 ml Óleo vegetal (½ x.c.)
1 Cebola média
6 Batatas médias
6 Ovos inteiros 
Sal q.b. 
Salsinha q.b

Modo de preparar:

• Lavar e sanitizar as hortaliças;
• Picar a salsinha;
• Cortar as batatas e a cebola em rodelas finas;
• Numa frigideira antiaderente de 25 cm de diâmetro, aquecer o óleo e o azeite. Acrescentar a cebola e fritá-las até dourar. Retirá-las e deixá-las escorrer em papel absorvente. Reservar;
• Na mesma frigideira, acrescentar as rodelas das batatas delicadamente e fritá-las até dourar. Retirá-las e deixá-las escorrer em papel absorvente. Reservar;
• Escorrer quase toda gordura da frigideira, manter apenas cerca de três colheres de sopa. Reservar;
• Numa tigela, juntar a cebola e a batata fritas e temperá-las com sal;
• Em outra tigela, colocar os ovos inteiros, juntar uma colher de chá de sal e bater na batedeira elétrica até espumar;
• Acrescentar a mistura da batata e com a cebola aos ovos batidos e mexer delicadamente;
• Colocar a gordura reservada na frigideira e aquecê-la em fogo médio;
• Adicionar a mistura da batata, cebola e ovos e espalhá-la uniformemente na frigideira com auxilio de uma espátula. Cozinhar por cerca de três minutos, sacudindo a frigideira de vez em quando, para evitar que o ovo grude;
• Virar a tortilla sobre um prato quando a parte inferior estiver firme e colocá-la de volta à frigideira com a parte não-cozida para baixo;
• Cozinhar até dourar, decorar com a salsinha picada e servir ainda quente.

Sugestão: antes de servir, ponha um pouco de queijo coalho picado por cima da tortilla e a leve ao forno para gratinar. 

Rendimento: 12 miniporções. 

Fotos do Mise en Place:

Ovos inteiros

Batata chips frita

Cebola frita

Azeite e Óleo

Salsinha picada

 Confira também o primeiro prato principal: Bacalao al ajo arriero (Bacalhau com alho e tomate). 

Cogumelos Recheados com Anchovas - Releitura.



Olá, queridos! Finalmente dou início à série de postagens dos pratos e releituras de preparações típicas da Espanha. 

Dentre as receitas executadas no Evento Gastronômico que fizemos como avaliação final da disciplina Ateliê Gastronômico II, começo trazendo a  primeira entrada servida na noite, uma releitura de Cogumelos Recheados com Anchovas. No evento, participaram  os alunos do Bacharelado em Gastronomia pela Universidade Federal da Bahia: Adrian Gonzalez, Isie Fernandes, Lays Neves, Pablo Pereira e a colega adjunta Léa Chemmes, sob a orientação do professor Walison Rogério.


Ingredientes:

30 Bases de Canapés (pão cortado em pequenos círculos)
25 g de Pão Fresco
40 ml Leite
500 g Cogumelos Shitake
40 g Anchovas
130 g de Bacon
1 dente de Alho 
2 Pimentões Vermelhos
1 Ovo (60 g)
20 g Farinha de Rosca
40 ml Azeite de Oliva
Salsa q.b.*
Orégano Fresco q.b.
Pimenta do Reino q.b
Sal q.b. 

*Q.b. = quanto baste

Modo de preparar:

• Lavar e sanitizar todas as hortaliças;
• Picar os cogumelos;
• Retirar a casca do pão e picá-lo;
• Cortar o bacon a salsa e o alho à brunoise (cubos de 3 mm);
• Cortar os pimentões à julienne (tiras finas 3 mm/ 5 cm);
• Limpar os filés de anchovas e picá-los;
• Pré-aquecer o forno a 200º C;
• Colocar numa tigela o pão picado e o leite. Reservar;
• Em outra tigela, juntar o bacon, os cogumelos picados, as anchovas, o alho, o ovo batido, a salsinha, o orégano, o sal, a pimenta do reino e o pão espremido. Misturar bem e reservar;
• Untar uma assadeira grande com um pouco do azeite;
• Rechear as bases dos canapés com a mistura dos ingredientes e colocá-las na assadeira;
• Salpicar os canapés montados com farinha de rosca e borrifá-los com azeite;
• Levá-los ao forno por cerca de trinta minutos, ou até que a parte superior fique crocante;
• Servi-los decorados com uma tira de pimentão vermelho e um pouco de pimenta do reino salpicada.

Fotos das etapas:

Recheio

Bases para canapés


Montagem dos canapés

Canapés prontos para decorar

Confira a segunda entrada: Tortilla de Patata (Omelete de Batata).

[Conto] Paulo, a Noite e o Escuro - última parte

terça-feira, 30 de novembro de 2010


Salut, queridos! Demorou um pouquinho, mas eu trouxe a segunda e última parte do conto. Agradeço pela presença de vocês aqui no blog. 


Boa leitura!


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Certa ocasião, numa dessas vagas madrugadas, Paulo descobriu algo maravilhoso. Cansado de enfrentar tantas doenças, desejou com profundidade deixar de ser enfermo. Ele repetiu seu desejo por três vezes, quase sussurrando, e logo uma força estranha invadiu o seu corpo, deixando-o revigorado, tornando-o um homem novo. O jovem ficara apavorado, aquilo seria impossível para alguém que possuía uma saúde tão frágil. Mas sua mente era mesmo teimosa, ela o obrigava a tentar de novo. O rapaz fez pensamento forte e repetiu outro desejo por três vezes, como antes, quase sussurrando. No dia seguinte, o que pedira estava realizado. Teria ele um dom, um poder especial, talvez causado pelas noites em claro e pelos dias amargos de cansaço? 

Paulo guardou aquele segredo e passou a usar seu dom de desejar em favor de todos. Deu saúde aos doentes, felicidade aos tristes, força aos fracos, riqueza aos pobres, simplicidade aos orgulhosos, sensibilidade aos desumanos, compaixão aos impiedosos... Ele tentava de tudo, sempre obtinha êxito. Nada de mau lhe atingia, não mais ficava doente, acontecia apenas o que profundamente desejava. No entanto, algo ainda o entristecia. Paulo tinha um poder incrível, conseguia alcançar tudo através dos seus profundos pedidos, exceto uma coisa...

Por mais que pedisse, Paulo não podia ter aquilo: dormir à noite, justo o que ele mais almejava. Foi quando o jovem percebeu que estava na hora de esquecer sua antiga busca, anular seu principal desejo, para sustentar o dom recebido e ajudar, com ele, ao mundo.

Mesmo decepcionado, ele aceitou o desafio e, como fizera a vida toda, continuou fingindo.


Meses depois, o então reprimido e responsável vespertino já não era alvo de chacotas. Paulo ainda não dormia, permanecia trabalhando durante o dia e vagando à madrugada; mas, agora, ele usava os poderes recebidos para renovar as próprias forças. Tornara-se um funcionário exemplar, conforme o chefe afirmava, o melhor dentre todos na empresa. Finalmente fora aceito, valorizado e reconhecido. Era um homem aclamado por todos, requisitado, cobiçado. O que mais Paulo poderia desejar? Sim, ele poderia, e desejou, e alcançou.


Em pouco tempo, o jovem pacato tornou-se o homem mais rico e próspero do mundo. Ele casou-se com a miss universo daquele ano e teve os filhos mais inteligentes, saudáveis, bonitos e carinhosos da face da terra. Sua vida ficara perfeita, do modo como nem mesmo o mais sábio dos seres humanos ousaria imaginar. Porém, Paulo se envolveu tanto com as coisas palpáveis da vida, que terminou se esquecendo de algo extremamente importante.


Um dia, o homem mais poderoso do mundo acordou e percebeu que não podia usar seu precioso dom, descobriu que se esquecera de como fazia para desejar.


Aos poucos, o poder de Paulo começou a decrescer, e diminuiu até escassear. Perdendo-se dos seus desejos, voltou a ser o ele antigo; ficou fraco, doente, inseguro. Estava sofrendo outra vez, sentindo o cansaço extremo que, por causa da idade, já não conseguia disfarçar. As marcas das noites não dormidas e dos dias de trabalho pesado, sem a ajuda renovadora dos poderes, estavam claras em sua face, estampadas.


Um dia, Paulo chegou exausto em casa e notou que murmúrios suspeitos vinham da cozinha. Com passos meio débeis, ele caminhou até lá. Era a esposa e os filhos que conversavam. O homem ficou contente, com o coração acelerado. Ele tinha bons motivos para sentir-se daquele jeito, seu aniversário estava próximo; todos os anos, a doce miss universo encontrava um jeito novo de comemorar o tal dia glorioso.


O dono do mundo aproximou o ouvido da porta, a fim de escutar melhor, e ficou decepcionado. Eles não combinavam como seria a sua festa, discutiam sobre outro assunto. As palavras da família, embora sussurradas, eram exatas; eles suspendiam uma questão há muito esquecida: a esquisitice de Paulo.


Entre tramas e protestos, por fim, chegaram a um senso comum, decidiram interditá-lo. Decretariam que Paulo estava louco. Afinal, que lógica havia em um homem daquela idade e extremo sucesso, nunca dormir à noite, padecendo de medo do escuro?


Paulo sentiu-se como na infância, quando era levado pelos pais de um lado para o outro. Camuflara as suas diferenças a vida inteira, mas sentia que já não tinha forças para fazê-lo. Sabia que, caso não interviesse à ação da família, terminaria novamente ridicularizado. Não! Por tudo que havia sofrido, não poderia aceitar aquilo.


Agoniado, ele mergulhou em pensamentos. Sua mente, mesmo cansada, continuava insistente, teimosa. Ela dizia que talvez houvesse um modo de recuperar o dom e tornar a esconder o antigo problema que tanto o afetava.


Esperançoso, o homem correu ao quarto, trancou-se e ficou sentado na cama. Fez tudo que podia, esforçou-se ao máximo para recuperar a fórmula perfeita do dom de desejar. Estava difícil... Por mais que ele tentasse relutar, seus sentimentos desviavam-no do foco, atiravam-no à incessante ideia de adquirir uma nova estratégia para voltar a ser aceito.


Desse modo, horas se passaram e Paulo não conseguiu recordar aquele grande segredo. O triste homem respirou fundo, sabia que não tinha outro jeito. Nascera fadado àquele fim, faria o que era preciso.


Paulo pegou canivete, papel e caneta, sentou-se à escrivaninha e escreveu o seu bilhete.


Com a arma em punho, o homem mais rico do mundo, contemplou-se no espelho pela última vez. Estava decidido, jamais se permitiria voltar a ser escarnecido. Um gelo tomou conta do seu corpo, ele sentiu raiva por tudo que havia enfrentado. Paulo respirou fundo, ergueu o canivete e cegou os olhos. Nunca mais veria a luz do sol, ficaria para sempre na escuridão. Talvez assim, pudesse enganar-se, fingir que o dia era a noite e reconquistar sua dignidade, vivendo igual a todo mundo.


Apenas três dias após o ocorrido, o bilhete fora encontrado. Surpreendentemente, a inscrição dizia: sou igual a todos e não tenho medo do escuro. 

Spaghetti Twitter

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Outra vez, venho postar uma receitinha realmente fácil de executar, eu diria, de nível de complexidade baixíssimo. Aconteceu o seguinte, não tive tempo de almoçar, por volta das 18h30 de ontem, após um lanchinho no meio da tarde, senti muita, mas muita fome mesmo. Fui à cozinha e resolvi inventar moda. Eu queria fazer molho Pesto, só que não tinha manjericão, tive que improvisar.... Por que esse nome? Bom, essa fome exagerada chegou bem no momento em que eu tinha logado o meu Twitter - justo, não?

Spaghetti Twitter

Ingredientes:

6 ninhos de Spaghetti de grano duro
Água
1 colher de sopa de óleo
50g de Cebola
50 ml de Azeite de Oliva
20g de Queijo Parmesão 
4 colheres de sopa de Avelã triturada
Cheiro Verde q.b.
Sal q.b

Modo de preparar:

1. Colocar água para ferver com o óleo;
2. Num liquidificador, bater a cebola, o azeite, o queijo já ralado, a avelã, o cheiro verde e 20 ml de água;
3. Agregar um pouco de sal na água fervente e adicionar os ninhos de spaghetti;
4. Deixar a massa cozinhar até atingir o ponto (al dente). Respeitar o tempo de cozimento indicado na embalagem da massa;
5. Colocar o molho batido numa panela e deixar ferver até ficar encorpado;
7. Corrigir o sal do molho;
6. Escorrer a massa e agregá-la ao molho fervente;
7. Servir ainda quente e decorar preferencialmente com elementos utilizados na preparação - avelã, cheiro verde picado, queijo...


Rendimento: 02 porções.

Obs. Como a receita é minha, eu permito que as avelãs sejam trocadas por nozes ou amêndoas, desde que estejam sem pele.


_________________
q.b. - quanto baste.



Arroz Voici com Guisado de Cordeiro

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Olá, pessoal. Finalmente volto a postar uma receitinha bem gostosa e super fácil de preparar. O prato é simples, mas tem um ar sofisticado. Marquem um jantar com os amigos, as namoradas (os), noivas (os) ou, até mesmo, surpreendam suas esposas (os). 


Essa é mais uma das minhas criações. 


Aproveitem e deliciem-se!


Arroz Voici

Ingredientes: 

Base do arroz                 
                              
200 g de Arroz parboilizado                       
2 colheres de sopa  de Azeite de Oliva
2 colheres de sopa de Cebola   
400 ml de Água
Sal q.b.*
                              
Complemento               
                              
90 g de Abacaxi (6 colheres de sopa)    
60g de Castanhas de Caju (aprox. 13 und.)        
45 g de Amêndoas (aprox. 10 und.)      
1 colher de sopa de Sálvia                          
Pimenta rosa  q.b.         
1 raminho de Alecrim                   
2 colheres de café de Manteiga              
Sal q.b.

Modo de preparar:

  1. Retirar a pele das amêndoas e picá-las;
  2. Picar 10 castanhas de caju;
  3. Cortar a cebola à brunoise*;
  4. Picar 6 folhas de sálvia à brunoise. Reservar;
  5. Numa panela, aquecer o azeite e acrescentar a cebola para dourar;
  6. Colocar o arroz a selar;
  7. Agregar a água quente, temperar com sal e deixar cozinhar até atingir o ponto al dente. Reservar;
  8. Em outra panela, aquecer a manteiga e dourar as castanhas e as amêndoas picadas;
  9. Acrescentar o abacaxi a fritar;
  10. Adicionar as folhas de sálvia, em seguida, agregar o arroz. Rechear na mistura;
  11. Corrigir o sal;
  12. Servir quente e decorar com as castanhas inteiras, as pimentas-rosa e um raminho de alecrim.


Dica: As castanhas para decoração podem ser passadas na manteiga com um pouco de açúcar, assim, elas atingem um brilho especial, aumentando a beleza da apresentação.     


Guisado de Cordeiro

Ingredientes:

2 Bistecas de Cordeiro 
1 Colher de sopa de Azeite de oliva       
1 dente de Alho              
1 pitada de Pimenta do reino    
2 colheres de sopa de Cebola   
2 colheres de sopa de Salsão          
1 raminho de Alecrim                 
80 ml de Vinho seco      
200 ml de Caldo de carne           
Sal q.b.          

Modo de preparar:

  1. Cortar o alho, a cebola e o salsão à brunoise;
  2. Temperar as bistecas com o sal, o alho, a pimenta e o vinho. Reservar;
  3. Deixar marinar por 20 minutos;
  4. Numa frigideira antiaderente, aquecer o azeite;
  5. Selar as bistecas e deixá-las atingir o ponto;
  6. Adicionar a cebola e o salsão a dourar;
  7. Agregar o líquido da marinada, deixar cozinhar em fogo brando;
  8. Adicionar o caldo de carne, aos poucos, e agregar um raminho de alecrim;
  9. Deixá-las cozinhar até atingir maciez;
  10. Corrigir o sal;
  11. Servir as bistecas com o Arroz Voici ainda quentes e regadas pelo próprio molho.

Rendimento: 02 Porções.

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*q.b - quanto baste.
*brunoise - cubinhos pequenos.


Paulo, a Noite e o Escuro (Parte I)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Olá, pessoal. Ça va? Estive pensando esses dias, faz tempo que não posto um conto aqui. Dei uma vasculhada na minha papelada digital e encontrei um texto interessante, é a história de um vespertino muito especial chamado Paulo - se você ainda não sabe o que é ser vespertino, clique AQUI e leia um artigo escrito por Lílian Ferreira, ou clique AQUI e leia uma crônica que escrevi sobre o assunto. Como o conto tem 4.502 caracteres (com espaço), preferi dividí-lo em duas partes. 

Desejo a todos uma excelente leitura!


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Paulo era diferente, um jovem introspectivo acostumado a ouvir e suportar calado as diversas críticas que recebia. Suas diferenças começaram a ser notadas ainda nos seus primeiros dias de vida. Enquanto todos dormiam, o menino chorava; porém, quando acordavam, ele dormia. Pensaram que fosse birra de criança, pura mania, ou medo do escuro. Mas o tempo passava, Paulo crescia, e aquilo não terminava, persistia.

Os pais dele ficaram nervosos, levaram-no a vários médicos, e nada do que lhes mandavam fazer trazia bons resultados. Preconceito à parte, aos quinze anos, enfim, acompanharam-no ao psiquiatra. Ótima consulta. Agora sabiam que o filho apenas tinha um trauma de infância. Certamente, dizia o doutor, Paulo não dorme à noite pelo terror que a escuridão lhe causa.

O menino ficou furioso. Afinal, o que seria dele se aquilo nunca passasse? E se todas as pessoas que ele conhecia resolvessem apelidá-lo de medroso? Paulo manteve-se calado. Porque viu esperança nos olhos dos pais, respirou profundamente e engoliu a raiva.

Seus pais saíram felizes do consultório, acreditaram cegamente no sucesso dos remédios tarja preta. Para eles, o especialista bem sabia o que afirmava. Ainda havia chances do filho se tornar um garoto normal, indo à escola, arrumando amigos, fazendo parte de grupos de estudo, conquistando namoradas... Estavam confiantes, pensando que logo se livrariam daquele extenso e constrangedor problema. Sabiam que Paulo era um menino bom, obediente e disciplinado. Ele tomaria os comprimidos na hora certa, se esforçaria, seguiria à risca as ordens do médico. E assim foi... Contudo, mesmo sob o forte efeito dos medicamentos, as diferenças prometidas pelo psiquiatra jamais se manifestaram.

Após incontáveis meses do tratamento inútil, os pais perceberam que Paulo não tinha jeito. Eles entraram em acordo, decidiram aceitar a condição do filho e ignorar para sempre aquele assunto. O menino não se conformou, ficou extremamente irritado. Ele não podia desistir, queria provar que não tinha medo de nada, que não era diferente dos outros.

Sem mudanças e frustrado, Paulo virou alvo de constante chacota. Tachado de medroso por onde passava, o pacato garoto contrariava a lógica e nunca revidava. Mesmo sob forte aborrecimento, permanecia inerte, lutava calado contra seus conflitos internos, sofria quieto os preconceitos.

Preso interiormente, o menino tornou-se um rapaz receoso. Paulo não tinha medo, como diziam as pessoas e o psiquiatra, do escuro; tinha medo dos outros. Queria ser ele mesmo, arrumar um bom trabalho noturno, ter sua chance, reconhecimento, respeito. Porém, daquele jeito esquisito, parecia impossível que alguém lhe desse crédito. 

Por fim, aos vinte anos, conseguiu o primeiro emprego. Não era um trabalho excelente, mas servia para aproximá-lo da realidade alheia com a qual tanto sonhava.

Paulo trabalhava o dia inteiro e, como à noite não dormia, nunca descansava. Aquilo era uma incógnita para todos, nem mesmo ele conseguia explicar a estranha relação que tinha com as horas. Achava-se culpado por ser daquele jeito e castigava-se, imaginando-se diferente do que era, sendo aceito, como todos.

O tempo corria, e ele, com muito esforço, mantinha-se firme naquela rotina pesada. Virara um adulto pálido, de olheiras profundas e olhos quebrados que, à tarde, por qualquer descuido, dormitavam. Como se não bastasse tanto esforço, Paulo precisava disfarçar os sinais que seu corpo dava de uma iminente desgraça. Tivera incontáveis disenterias, todas as gripes da moda, rinite, tendinite, conjuntivite e otite. Aos vinte cinco anos, sentia-se derrotado. Queria desistir do emprego, abandonar a ideia de provar que podia se tornar igual aos outros; porém, sua mente insistia, relutava.

Certa ocasião, numa dessas vagas madrugadas, Paulo descobriu algo maravilhoso. Cansado de enfrentar tantas doenças, desejou com profundidade deixar de ser enfermo. Ele repetiu seu desejo por três vezes, quase sussurrando, e logo uma força estranha invadiu o seu corpo, deixando-o revigorado, tornando-o um homem novo. O jovem ficara apavorado, aquilo seria impossível para alguém que possuía uma saúde tão frágil. Mas sua mente era mesmo teimosa, ela o obrigava a tentar de novo. O rapaz fez pensamento forte e repetiu outro desejo por três vezes, como antes, quase sussurrando. No dia seguinte, o que pedira estava realizado. Teria ele um dom, um poder especial, talvez causado pelas noites em claro e pelos dias amargos de cansaço?

Confira a continuação clicando AQUI!

 

Que coisa meiga você é?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eu e minhas ideias... Estava passeando na net, assim, como quem não quer nada, procurando fotos para me inspirar, e encontrei um blog antigo. Nele, uma pergunta: que coisa meiga você é? Trata-se de um teste, no final, você recebe um quadro indicando qual a imagem da sua meiguice. Vejam o que saiu pra mim...



Quer saber que coisa meiga você é? Clique AQUI, na pergunta ou na imagem acima. Vê se responde tudo direitinho, hã? Vai que dá um sapo estriado ou um abacaxi, a culpa será toda sua.