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[Resenha] Línguas de Fogo

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Olá, amigos e leitores! Hoje trago para vocês a resenha de um livro muito agradável que li há alguns meses, Línguas de Fogo da autora Karen Soarele. Em breve, postarei a resenha de Tempestade de Areia, a continuação. 

Título: Línguas de Fogo - Crônicas de Myríades
Autor: Karen Soarele
Editora: Cubo Mágico
Gênero: Fantasia
Páginas: 216
Ano: 2012
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Sinopse

Aisling é uma jovem camponesa que vive numa área remota de Vulcannus, o reino mais poderoso de Myríade. 

Entretanto, um acontecimento vem para mudar completamente sua vida: seu melhor amigo, Dharon, é ferido em batalha enquanto tentava protegê-la, e a única chance que ela tem de salvá-lo é deixar para trás tudo o que conhece e atravessar a fronteira até o território inimigo, onde pode encontrar o antídoto para o veneno que o consome. 

Em sua jornada, Aisling se defrontará com diversos perigos, descobrirá que toda história possui mais de um ponto de vista e aprenderá que nas amizades verdadeiras está a força para seguir pelo caminho correto. Até aonde você iria para ajudar um amigo? Línguas de Fogo é uma história de desafios, amadurecimento, e, sobretudo, amizade.

Fantasia, amizade e lealdade

“Você possui os dons que se procuram em uma pessoa de valor.” (p. 175)

Aisling é uma menina leal e ingênua, que vive com a avó num vilarejo de Vulcannus chamado Sollace. Certo dia, ela é acordada às pressas e impelida pela avó a fugir do vilarejo em busca de um lugar seguro. Contudo, durante a fuga, Aisling avista seu melhor amigo e guerreiro protetor de Sollace, Dharon, lutando contra uma Salamandra. Fascinada com a cena, em vez de seguir as ordens da avó, ela decide parar para ver seu amigo em batalha.

Achando que a Salamandra houvesse sido derrotada, Aisling se coloca em perigo, de modo que Dharon tenta salvá-la e é atacado pelo monstro. Então, de forma surpreendente, a avó de Aisling começa a protegê-los com um tipo de magia proibida, a fim de que eles possam fugir da Salamandra. Dharon fora envenenado e a sua única esperança de cura está num território inimigo, em Hynneldor. Desse modo, começa a longa e empolgante jornada.


Narrado em terceira pessoa, Línguas de Fogo é um romance fantástico voltado especialmente ao público jovem e adolescente. Seu ritmo é fluido e a linguagem simples e agradável. Os personagens foram bem-elaborados, assim como a criação do mundo. Aisling é de uma ingenuidade profunda e Dharon é tão leal que chega a emocionar. Até mesmo a vilã Kendra consegue inspirar emoções positivas, não acerca de suas atitudes maléficas, mas sobre, talvez, aquilo que a impulsiona a ser ainda mais implacável.

Um livro sobre lealdade, bondade e amizade com uma boa dose de fantasia. Recomendo a leitores que gostam do gênero, e também àqueles que, assim como eu, estão começando a se apaixonar pela literatura fantástica. Sem dúvidas, esse é um bom começo.


[Resenha] A Esperança

sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Olá, queridos amigos e leitores! Após vários dias do meu novo sumiço - dias corridos, além do cansaço e da preguiça pela gravidez -, venho com nada mais, nada menos que a resenha de A Esperança, último volume da trilogia Jogos Vorazes. Obviamente, quem não leu os dois primeiros livros da série encontrará spoilers. Caso deseje seguir adiante mesmo assim, recomendo a leitura das resenhas de Jogos Vorazes e Em Chamas.


Título original: Mockingjay
Autora: Suzanne Collins
Tradução: Alexandre D'Elia
Editora: Rocco
Gênero: Romance Distópico
Páginas: 421
Ano: 2011

Sinopse

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.

A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.

O sucesso da revolução dependerá de Katniss assumir ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

Resenha

O Distrito 12 está destruído e a grande maioria dos amigos e conhecidos de Katniss estão mortos. Por sorte e habilidade, Gale conseguiu salvar a família dela, antes que a Capital conseguisse transformar o 12 em meras cinzas. Na nova moradia, o Distrito 13, Katniss descobre que a liberdade ainda não está conquistada. Diferente do Distrito 12, onde as pessoas passavam fome por falta de alimento, no Distrito 13, embora haja comida suficiente, as pessoas são alimentadas com porções regradas de ração humana, balanceada e nutricionalmente elaborada, em pequenas quantidades, apenas o necessário para sobreviverem.

Devido ao costume de Katniss e a sua necessidade de estar livre, Coin, a líder do Distrito 13, permite que ela dê alguns passeios monitorados pela floresta, visto que as instalações do Distrito são subterrâneas. Há muitas regras a serem seguidas, isso restringe ainda mais a liberdade de Katniss que teme ficar louca. Mas logo Coin decide utilizar a imagem dela para transmitir anúncios de TV à Capital. Várias cenas são preparadas e editadas com a heroína vestida em trajes de Tordo previamente confeccionados por ninguém menos que Cinna. Não satisfeita com as breves aparições na TV da Capital - para ela propaganda não é nada em comparação com a luta na verdadeira revolução -, Katniss decide visitar outros Distritos atacados pela Capital. Então o conflito Capital X Distrito 13 começa a se estreitar.

Um livro muito bem escrito, sem sombra de dúvidas. A Esperança nos conduz numa leitura eletrizante e emocionante. Ficamos tensos e ansiosos pelos acontecimentos e pelo que imaginamos poderá acontecer. Contudo, em minha opinião, não foi o melhor volume da trilogia como muitos blogueiros afirmaram. Apesar de trazer mais ação e estratégia do que os dois volumes anteriores, A Esperança me deixou com a pior das impressões a respeito de Katniss. Se o leitor atento e crítico prestar atenção aos fatos, notará que nenhum dos sacrificados nesse livro precisaria morrer se Katniss não fosse tão orgulhosa e tão teimosa. Senti muito por algumas perdas e continuo achando que Katniss deve ter se culpado por cada uma delas.

Quanto ao final, que muitos especularam não passar de uma fantasia da cabeça de Katniss - afinal de contas, ela e tantos outros ficaram mesmo com trauma de guerra -, considerei real. Depois de tanto sofrimento, nada como um resquício de alegria para diminuir o peso. Confesso ter chorado em algumas partes. Repito, o livro é muito bom! É intenso demais. Tem muita ação. Só não tornou Katniss a pessoa que ela pareceu estar se tornando em Em Chamas; isso para mim foi decepcionante.

Obviamente eu recomendo a leitura de A Esperança. Aliás, recomendo a leitura da trilogia inteira! Apesar das minhas críticas quanto ao último volume, foi a melhor série que já li ou iniciei. Assim, em caso de dúvida, leia a trilogia Jogos Vorazes. Você pode até chorar ou ficar meio irritado, como eu, mas não vai perder nada. Até mesmo essas sensações serão ganhos. Recomendadíssimo!

Classificação:



Baixe Simplesmente Dan

quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Olá, queridos amigos e leitores! Hoje venho contar uma fofoca literária para vocês. Sim, porque fofoca se espalha e eu quero mesmo que essa notícia se alastre como fogo em palha. Lancei um livro. Exatamente! Não foi algo extraordinário, pois não fui contratada nem contratei os serviços de uma editora, apenas publiquei um dos meus romances pelo portal de publicação e comercialização de livros PerSe. Mas para mim foi ótimo e muito especial, o sentimento é  de vitória, muito bom mesmo.

Meu livro se chama Simplesmente Dan, um romance infantojuvenil engraçado e romântico. Vocês podem BAIXÁ-LO GRATUITAMENTE AQUI ou comprá-lo por um precinho amigo. Para que vocês conheçam um pouco da história, e quem sabe se apaixonem pelos personagens, vou postar a resenha escrita por Camila Deus Dará (Ninho de Fogo) e sequencialmente soltarei alguns capítulos aqui no blog. Fiquem à vontade para comentar, opinar, criticar... 

Sinopse

Simplesmente Dan conta a história de dois amigos de infância, Marina e Dan. A Mari é apaixonada pelo amigo, que é um verdadeiro pentelho. Ele arrota, solta pum na frente dela e, como se não bastasse, ainda se aproveita da sua intelectualidade. Mas o curso da vida ameaçará afastá-los, e isso mexerá ainda mais com o coração dessa garota que, mesmo tendo tudo para ser mega feliz, não consegue se imaginar vivendo longe de seu primeiro amor.

Narrado por esses dois adolescentes, Simplesmente Dan nos fará mergulhar numa divertida trama que certamente despertará risos e intensas emoções.

Colégio, família e amizades; romance, comédia e traquinagens mil. Será que o cupido conseguirá ajustar essa doce e atrapalhada relação entre Marina e Dan?
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Resenha/opinião

O que dizer sobre o livro? Que é um amor? Que te conquista logo de primeira? Que te faz lembrar das sensações incríveis de quando se apaixona pela primeira vez? Sim, tudo isso e mais um pouco.

O livro conta a história de Marina e Dan, dois amigos que não se desgrudam e nunca param de brigar. kkkk

Adorei a forma como Isie escreveu as falas nesse livro, tudo muito leve, solto e divertido, ela soube dosar certinho, amor, diversão e uma certa parte de drama, mais pro final.

Marina é o tipo de garota tímida, que não tem muitos amigos, e é muito estudiosa. Dan é um garoto inteligente, malandrinho, que faz o que quer e gosta de aproveitar a vida. Tudo parece muito bem, mas o problema é que Marina é apaixonada por Dan, e ele nem se toca disso, ele a vê como um "amigo", aquele tipo de cara meio afeminado. kkkk

É engraçado, mas Dan nem faz ideia de que Marina o ama, mas com o passar da história as coisas mudam um pouco. Dan descobre que terá que mudar de cidade, é então que tudo vira de pernas pro ar e eles começam juntos a descobrir uma paixão que já existia entre eles.

Uma parte da história é passada no colégio, onde Marina conhece algumas amigas engraçadas e tímidas também, que por sinal não gostam muito da relação que ela está tendo com o garoto, mas eles não se importam com isso...

Marina e Dan nos levam de volta aos quinze anos de idade, quando tudo parece ser diferente, sentimentos explodindo e sensações sendo descobertas. Tudo muito romântico, fofo, adorável. Amei cada pedacinho e fiquei ansiosa pela continuação.

"Simplesmente Dan" ainda não foi publicado (AGORA JÁ FOI!), o que é uma pena, pois sei que muita gente iria amar lê-lo, assim como eu amei, mas espero que isso seja mudado em breve. Ficarei muito feliz quando ver o livro empilhado nas prateleiras das livrarias.

Uma história de amor juvenil, daqueles que te dão arrepios. Indico pra todos que gostam de uma dose de romantismo e diversão, e para aqueles que querem relembrar como é se apaixonar pela primeira vez...

Resenha postada originalmente AQUI, em 21 de dezembro de 2012.

Observação: Para BAIXAR O LIVRO GATRUITAMENTE é necessário estar logado no PerSe. Use um e-mail válido, um login e uma senha para fazer o cadastro.

[Resenha] Meu amor, Meu bem, Meu querido

domingo, 20 de outubro de 2013
Olá, queridos amigos e leitores! Depois de uma postagem sobre a minha vida, nada melhor do que uma resenha de livro para rebater, não é mesmo? 

Autora: Deb Caletti
Tradução: Maysa Monção
EditoraNovo Conceito
Gênero: Romance
Páginas: 238
Ano: 2013

Sinopse

É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. 

Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...

Resenha

Seria, mas não foi

"Pensei, então, que muito da vida era sobre ter e não querer ou querer e não ter." (pag. 135) 

Ruby é uma garota boazinha, estudiosa, responsável e calada. Ela tem dezesseis anos e faz parte de uma família quase estabilizada, em que a mãe faz o papel de pai e mãe, já que o pai foi embora alguns anos atrás, a fim de seguir carreira como cantor num Parque Country. Mas ele ainda mexe com a mãe de Ruby, o que deixa ela e seu irmão mais novo, Chip Jr., incomodados. Contudo, a vida de Ruby muda mesmo quando ela conhece Travis Becker, um rapaz muito bonito, rico e delinquente. Envolvida numa relação perigosa com Travis, Ruby muda completamente e termina decepcionando uma pessoa muito doce, que confiava nela e a tratava como igual, apesar de ser bem mais experiente.

Para tentar se afastar de Travis, Ruby passa a frequentar um clube de leitura de senhoras idosas - há um único senhor nesse clube - chamado Rainhas da Caçarola. Então os membros do clube descobrem que uma das leitoras é a personagem principal da história que estão lendo e resolvem fazer uma viagem, para levá-la para perto do seu grande amor.

Uma história sem pé nem cabeça, não é isso que parece pelo breve resumo do pontapé inicial do livro? Não exagerei, a história é mesmo assim. A autora abana a fumaça várias vezes, mas é fato que Meu amor, Meu bem, Meu querido nunca pega fogo. Engana-se quem imagina Travis como um bad boy irresistível. Ele é um marginal. Alguém tão ruim que chega a xingar a própria mãe. E Ruby não tem personalidade formada. Ela muda completamente quando está perto de Travis, fica omissa e comete muitas idiotices.

Não posso dizer que o livro é de todo ruim, embora a leitura tenha sido complicada, amarrada, lenta. Apesar desses pontos negativos, de a história parecer não ter pé nem cabeça e de a autora ter perdido a oportunidade de explorar personagens promissores como Libby Wilson e Joe Davis, consegui dar boas risadas em quase todos os capítulos, sem falar nas descrições perfeitas e bem detalhadas dos lugares.

Mais uma vez, o trabalho da editora Novo Conceito foi exemplar! A capa do livro é linda. A diagramação é simples, com papel amarelado no padrão da editora, fonte de tamanho confortável e alguns detalhes de muito bom gosto. Até mesmo a revisão ficou muito boa.

Esse foi um dos livros mais estranhos que já li, ao mesmo tempo amado e odiado. Então eu o recomendo a todos que gostam de rir e imaginar a natureza durante a leitura, já que esses foram os pontos mais positivos que identifiquei na história.

Classificação: 


[Resenha] Simplesmente Ana

sábado, 7 de setembro de 2013

Olá, amigos e leitores! Vai uma resenha aí? Eu estava ansiosa para ler Simplesmente Ana e, como vocês sabem, ficar com a expectativa lá em cima sobre a leitura de um livro pode tanto ser bom quanto ruim. Eu realmente fiquei com um desses extremos. Confiram...

Autora: Marina Carvalho
EditoraNovo Conceito
Gênero: Romance
Páginas: 304
Ano: 2013

Sinopse

Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade de um país do sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha...

Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil e mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.

Mudar-se para Krósvia pode ser tentador - dever ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha -, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor na Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.

A não ser... A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.

Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que - ao mesmo tempo - nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

Resenha

Ana tem vinte anos, estuda Direito, mora com a mãe, Olívia, em Belo Horizonte e sempre pensou que seu pai abandonou o relacionamento quando descobriu que ia ter um filho, mas ela termina sendo surpreendida ao receber uma mensagem em inglês pelo Facebook de um homem que acredita ser seu pai. Confirmada a história de que sua mãe fugiu ao descobrir que estava grávida, e não foi abandonada pelo namorado, Ana se vê na posição de decidir entre permanecer no Brasil ou passar alguns meses na Krósvia, país europeu regido por seu pai, o rei Andrej Markov.

Chegando na Krósvia com o objetivo de passar seis meses, a fim de conhecer as raízes de sua família paterna, Ana dá de cara com um país lindo, pessoas muito agradáveis e Alex, enteado do rei Andrej, que não parece nem um pouco amistoso com a chegada dessa nova estranha - e possível charlatã - ao palácio e às suas vidas.

Decepcionada, essa seria a palavra para definir meu estado após ler Simplesmente Ana. Confesso que esperei bastante do livro, mas a decepção não foi por isso, e sim pelo que encontrei. No início, a história estava superinteressante. A narradora já era meio chatinha, porém o contexto geral era bem agradável. Dei algumas risadas, fiquei empolgada com os cenários muito bem descritos. Contudo, no momento em que Ana se assumiu apaixonada por Alex - não considero essa informação como spoiler, já que fica subentendido na sinopse que esses dois possivelmente formarão um par romântico -, a história fugiu do contexto original (menina sem pai que descobre ser uma princesa) e se transformou numa versão menos sexual de Cinquenta Tons de Cinza (menina desajeitada que não tem experiência sentimental, só pensa em sexo spoiler a seguir embora seja virgem fim de spoiler, descreve as roupas e a beleza do cara o tempo todo, fica repetindo que se chama "Simplesmente Ana", etc.).

Quanto ao trabalho da editora, tenho a dizer que ficou muito bom mesmo. A capa é linda! A diagramação é simples, o tamanho da fonte agradável à leitura e as páginas amareladas no padrão da Novo Conceito. A revisão também foi boa, apenas encontrei uns três errinhos mais perto do final. Sobre a técnica da autora, ela escreve bem, só precisa bolar uma história melhor para desenvolver. E ela me irritou com o fato de quase todos os personagens (Ana, Alex, Andrej...) dizerem "né?" nos finais das frases. Existe essa expressão "né?" em inglês? Porque o livro é praticamente todo falado em inglês.

Não foi uma leitura muito proveitosa para mim, fiquei feliz por terminá-la, com sensação de vitória mesmo. Venci mais um desafio. Então recomendo a leitura a pessoas que gostaram de Cinquenta Tons de Cinza, pois a Ana de Simplesmente Ana realmente parece ter sido inspirada na Anastasia Steele.

Classificação:


Curiosidades Gastronômicas

Como extra, trago esclarecimento acerca de duas informações equivocadas sobre gastronomia passadas no livro.

1) Para que o arroz fique soltinho, nunca coloque água quente sobre ele. Tanto a água quente quanto o mexer a preparação faz com que o arroz libere mais amido, deixando-o papado;
2) Ana encontrou farinha de mandioca da Bahia na Krósvia. Nada contra, a história é de quem conta. Mas para que vocês saibam a realidade, a farinha brasileira - além de muito cara - é rara na Europa. Na França, por exemplo, berço gastronômico mundial, a farinha de mandioca mais encontrada é a produzida na Nigéria, grande distribuidor da região. 

[Resenha] Em Busca de um Final Feliz

domingo, 28 de julho de 2013
Olá, amigos. Hoje eu trago para vocês a resenha de Em Busca de um Final Feliz. Faz um tempinho que li esse livro e resenhá-lo não foi nada fácil, pelo simples fato de esse ser um dos livros mais complexos que li em pelo menos um ano. Como a história é real, coletei algumas fotos. Espero que curtam.

Título original: Behing the Beautiful Forevers
AutorKatherine Boo
Tradução: Maria Angela Amorim De Paschoal
EditoraNovo Conceito
Gênero: Não Ficção - Sociologia
Páginas: 288
Ano: 2013

Sinopse

Em Busca de um Final Feliz, de Katherine Boo, é um livro brilhantemente escrito. Através de uma forte narrativa, descobrimos como é o dia a dia dos moradores de Annawadi, uma favela à sombra do elegante Aeroporto Internacional de Mumbai, na Índia. A história de seus habitantes nos faz rir e chorar, porque “o que é celebrado neste livro não é o que poderíamos chamar toscamente de ‘o encanto da lama’, mas a riqueza das pessoas que — para o bem e para o mal — compõem um tronco social que está cada vez mais presente no nosso mundo moderno”. (Zeca Camargo, em prefácio a esta edição).

O leitor vai se apaixonar por Sunil Sharma, o menino catador de lixo que quer ficar rico, por Manju, a moça mais bonita da favela, que quer ser professora, e até pela tresloucada Fátima, a Perna Só, que só quer um pouco de atenção.

Resenha

"Parecia que os barracos haviam caído do céu e foram amassados na aterrissagem." (página 190)

Em Busca de um Final Feliz é um livro de não ficção que conta a história real de alguns moradores de Annawadi, uma pequena, populosa e miserável favela construída nos arredores do aeroporto de Mumbai - Índia. 


Inicialmente, achei que não conseguiria ler o livro, pois a presença de diversos personagens, surgindo um após o outro, me confundia. Contudo, persisti na leitura e não me arrependo. Katherine Boo esteve em Annawadi, desde novembro de 2007 até março de 2011, coletando informações dos moradores da favela e conseguiu contar histórias diferentes, sob visões absolutamente distintas. 


Manju
Logo somos apresentados a Abdul e sua família, revendedores de lixo que conseguiram melhorar um pouco de vida e por isso despertaram a inveja de muitos vizinhos; a Sunil, um garoto que tem medo de não crescer e se tornar um adulto com aparência infantil; a Asha, uma mulher astuta e determinada que está disposta a fazer o que for necessário para entrar na corrupta política de Mumbai e livrar sua família da miséria; a Manju, filha de Asha, uma linda jovem que conseguiu entrar para faculdade e se reveza entre tomar conta da casa, dos irmãos, da escolinha de ensino básico para crianças da favela e estudar para se tornar a primeira mulher de Annawadi graduada numa faculdade; a Fátima, mais conhecida como Perna Só, devido a sua deficiência física; a diversos personagens reais, dentre os quais o meu favorito - aliás, o meu favorito em todo o livro - é Kalu, um ladrãozinho que sabia contar histórias como ninguém e que também foi o primeiro a arrancar lágrimas dos meus olhos.


"Ele achava melhor começar o dia já sabendo que este dia seria tão chato quanto os anteriores. Desta forma, ele não ficaria tão desapontado." (página 156)

Um livro que faz rir e chorar. Rir, porque muitos personagens são crianças com responsabilidades de adultos, e eles são tão ingênuos a ponto de ter medo de fantasmas e de acreditar em lendas a respeito de travestis que dançam e lançam maldições. Chorar, porque é tanta corrupção, injustiça e miséria que no fim das contas são mais lágrimas do que risos.

"Ser tão pobre para ter de trabalhar tão jovem já parecia um castigo suficientemente grande". (página 158)
   
Mas a esperança dos personagens é realmente animadora. Tudo que eu posso desejar é que eles alcancem os seus sonhos e tenham um final feliz.

"Minhas flores vivem mais tempo porque eu não guardo nada sombrio no meu coração. Eu deixo as coisas ruins saírem." (Meena, página 209)




Classificação

[Resenha] Esperando por você

sábado, 13 de julho de 2013

Olá, amigos e leitores. Hoje trago para vocês a resenha de um romance adolescente lançado em janeiro desse ano pela editora parceira Novo Conceito. No mês de maio, eu e a Camila Deus Dará (Ninho de Fogo) fizemos uma promoção entre amigas, cujo prêmio foi "A Hospedeira" e um livro surpresa da Novo Conceito. Dom, o ganhador, escolheu dentre as opções que lhe dei o livro Esperando por você. Abaixo, as fotos dele com o prêmio.



Agora vamos à resenha!

Título original: Waiting for you
Autor: Susane Colasanti
Tradução: Luis Gonzaga Fragoso
EditoraNovo Conceito
Gênero: Romance
Páginas: 336
Ano: 2013

Sinopse

É hora de iniciar o segundo ano do Ensino Médio, e Marisa está pronta para um novo começo e para seu primeiro namorado de verdade. No entanto, depois do popular Derek convidá-la para sair, as coisas ficam complicadas. Além de seus pais se separarem e de Marisa ter uma briga com seu melhor amigo, Derek, o amor da sua vida, a deixa desapontada. As únicas coisas que mantêm Marisa são os podcasts de um DJ anônimo, o qual parece entendê-la totalmente. Mas ela não sabe quem ele é... Ou sabe?

Resenha

"... você é como um farol, sempre em busca de algo distante no horizonte, porém, esta coisa que procura está, na verdade, perto de você, e sempre esteve." (pag. 254)

Marisa é uma garota tímida de dezesseis anos. Ela tem uma família feliz, uma melhor amiga super bem-humorada e, apesar de não ser a garota mais brilhante do colégio, é boa aluna. De volta ao ano letivo, tudo que ela e Sterling, sua melhor amiga, desejam é arrumar um namorado e viver o melhor ano de suas vidas. Mas Marisa sofre com distúrbio de ansiedade, o que a deixa bastante insegura, e Derek, o garoto dos seus sonhos, um rapaz bonito, divertido e agradável, já tem namorada.

No primeiro dia de aula, Marisa é obrigada a conversar com seu novo parceiro de química, Nash, seu antigo melhor amigo, um garoto nerd e meio esquisito com quem ela costumava brincar quando era criança. Eles começam a se reaproximar aos poucos e a amizade dos dois retorna com força, é quando Marisa percebe que os sentimentos de Nash não são puramente de amizade e as coisas entre eles ficam estranhas. Para piorar a situação, Marisa descobre que o casamento de seus pais está em crise e sua relação com Derek, que terminou o namoro e está tentando se acertar com ela, não é exatamente como imaginava que seria. Em meio a tanta ansiedade e insegurança, a única coisa capaz de lhe trazer alívio é o programa de um DJ desconhecido que parece ter a resposta certa para cada uma das suas decepções.

"Em algum canto, escondido sob todo esse sofrimento, tem um desejo meu de fazer as tarefas, mas este desejo é uma luzinha muito fraca e distante, que mal consigo enxergar. " (pág. 257)

Um livro leve e divertido, ideal para tirar a gente das benditas ressacas literárias. Foi assim que eu estava quando decidi ler Esperando Por Você e não me arrependi. Embora o uso das gírias tenha me desagradado um pouco, a narração é fluida e os personagens foram muito bem construídos. Sterling é o retrato exato das garotas novinhas que só pensam em arrumar namorados mais velhos, mas ela adora cozinhar e é uma excelente amiga. Derek é um cara legal, apesar de eu ter ficado chateada com ele. Marisa é a típica adolescente brilhante - toca violino, tem uma relação de amizade linda com o pai e é muito bonita -, mas não tem consciência disso. Nash é um garoto doce e diferente, o tipo que as adolescentes de quinze anos rejeitam e depois, aos vinte, sonham em reconquistar. Também gostei muito de Dirty Dirk, o DJ misterioso. Os conselhos dele eram realmente equilibrados.

A capa do livro não ficou extraordinária, mas é bonita e tem tudo a ver com a história - continuo achando que os modelos sempre parecem mais velhos que os personagens, isso me aborrece um pouco. A diagramação é simples, com páginas amareladas e a fonte num bom tamanho. A história foi dividida em quatro partes - Agosto a Outubro, Novembro a Janeiro, Fevereiro a Abril e Maio a Junho -, o que está relacionado às estações do ano. Encontrei alguns errinhos, estou sempre atenta aos detalhes, mas nada que atrapalhe a leitura.

Uma história leve, divertida, cativante e com algumas lições a ensinar, especialmente aos adolescentes, além de um bom toque de romantismo.

"Então, deste modo simples, deixo a vida que estava vivendo. E entro na vida que eu estava buscando." (pág. 333)

Recomendo a todos que gostam de romances adolescentes.


Classificação:

[Resenha] Em Chamas

sábado, 6 de julho de 2013

Olá, queridos amigos e leitores. Alguns dias atrás, perguntei no Facebook qual o próximo livro vocês queriam que eu resenhasse. O Elder Ferreira (O Epitáfio) opinou por Em Chamas, segundo livro da série Jogos Vorazes. Resenhar séries pode ser meio complicado, desde já saliento que essa resenha contém spoiler para quem não leu Jogos Vorazes (resenha) nem assistiu ao filme.

Título original: Catching Fire
Autora: Suzanne Collins
Tradução: Alexandre D'Elia
Editora: Rocco
Gênero: Romance Distópico
Páginas: 413
Ano: 2011

Sinopse


Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado.

A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

Resenha

Após o final da 74ª edição dos Jogos Vorazes, os vitoriosos Katniss Everdeen e Peeta Mellark estão de volta ao Distrito 12. Todos parecem acreditar no romance dos dois, até mesmo Peeta, mas o presidente Snow não é bobo e logo deixa isso muito claro para Katniss. Ciente de que perdeu sua limitada liberdade, ela parte com Peeta, Haymitch e a equipe providenciada pela Capital para a Turnê da Vitória por todos os Distritos de Panem. 



A tensão nos Distritos faz com que Katniss desconfie que algo está errado. Mesmo assim, ela e Peeta ficam noivos, causando frisson na Capital. Logo os preparativos para o casamento estão sendo orquestrados, inclusive um concurso para escolher o vestido da noiva. Porém, faltando pouco tempo para a cerimônia, o presidente Snow anuncia as mudanças que ocorrerão na 75ª edição dos Jogos Vorazes - a terceira edição do Massacre Quaternário, que ocorre a cada 25 anos. Devido às mudanças, Katniss e Peeta terminam retornando à arena.



Depois de ler Jogos Vorazes, fui com muita sede ao pote "Em Chamas" e, confesso, não me decepcionei. Um livro fluido, tenso e emocionante. Apesar de o início não ser tão movimentando quanto às duas últimas partes, Katniss evoluiu um pouco e deixou de ser tão irritante, embora ainda estivesse com o coração e as ideias divididos. Inicialmente, temi que a segunda arena fosse idêntica à primeira, mas à medida que virava as páginas, descobria que tudo era novo e muito mais empolgante do que no livro anterior.



Amei o cenário escolhido para compor a segunda arena. Os novos personagens também são incríveis! Não posso esconder que prefiro os personagens masculinos - Peeta, Finnick e Haymitch são os meus queridinhos da série inteira. Em minha opinião, esse é o melhor livro da trilogia. A leitura foi tão prazerosa que não resisti e reli Em Chamas cerca de duas semanas após a primeira vez.


Particularmente, não simpatizo muito com as capas da série, mas amo a cor laranja e a imagem do Tordo. A diagramação é semelhante à do livro anterior, simples, com alguns detalhes que me agradam bastante. A fonte está num bom tamanho e as páginas amareladas colaboram para o conforto da leitura. Encontrei alguns errinhos de revisão, nada que atrapalhe a leitura - em especial, se considerarmos que li primeiro a versão pirata.

Como quase todo mundo já sabe, Em Chamas também foi adaptado para o cinema e a estreia está prevista para novembro desse ano - assim espero. Limitei bastante o uso das imagens do filme, pois não queria soltar spoiler sobre a arena.

Recomendo o livro a todos que gostam de Romances Distópicos com uma boa parcela de ação e um toque suave de romance.



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[Resenha] Sussurro

terça-feira, 11 de junho de 2013

Olá, amigos e leitores! Ainda estou sumida, agora saindo de uma semana estranhamente virótica. Estive pensando em qual dos meus últimos livros lidos eu deveria resenhar hoje e terminei escolhendo um que li há quase dois meses - talvez mais -, Sussurro. Não joguem pedras no blog.

Título original: Hush, Hush
Autor: Becca Fitzpatrick
Tradução: Livia de Almeida
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance Sobrenatural
Páginas: 264
Ano: 2010

Sinopse

Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.

Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais que ela do que seus amigos mais íntimos.

Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.

Resenha

Nora Grey é uma garota comum de dezesseis anos, cuja vida está focada nos estudos. Tudo parece normal na escola, quando o treinador - que também é professor de biologia - resolve reorganizar os alunos e seus parceiros. Agora Nora, que tinha por parceira a melhor amiga Vee Sky, é obrigada a estudar ao lado de ninguém menos que Patch, o aluno novo e sombrio, sarcástico, ousado, debochado, lindo. No início, o relacionamento dos dois não é nada promissor, mas logo Nora começa a sentir certa atração pelo bad boy perfeitinho e as dúvidas rondam sua cabeça, ao mesmo tempo que acontecimentos estranhos passam a cercá-la e tudo leva a crer que eles estão ligados a Patch.

Confesso que não estava nada empolgada pela série Hush Hush. Depois de algumas resenhas positivas, peguei Sussurro e praticamente o devorei. Contudo, deve admitir, não foi uma leitura que me deixou radiante. A autora escreve bem, a narração é fluida e interessante, os diálogos são bem-escritos, dinâmicos, engraçados. Os personagens também são legais. Vee é divertida, Nora é um toupeira e Patch... Patch deveria ser mais o que Nora diz que ele é. Gostei do quê de mistério que a trama - embora não seja tão instigante assim - tem. Um capítulo chama o outro e a leitura flui rapidamente. Do que não gostei? O argumento central da trama não conseguiu me convencer. 


Em minha opinião, a autora deveria ter criado algo novo sobre anjos, porém ela resolveu utilizar um trecho bíblico como base e o enredo da história terminou surgindo de algo totalmente distorcido, sem nenhuma lógica - não mencionarei os pontos para não soltar spoilers. E a forçada parceria de Nora e Patch na aula de biologia? Acaso isso não nos lembra... Crepúsculo? Também não gostei da idade dos personagens. Nora é uma adolescente muito chata, e eu não conseguia conceber a beleza de Patch, simplesmente, porque garotos de dezesseis/dezessete anos não costumam ter o perfil do homem que a autora deu a ele. Por mais que sejam fortes, eles têm perfil de adolescente. Mesmo assim, li o livro rapidinho e consegui gostar - apenas dei algumas boas risadas do que era ilógico.

A capa é bonita e bem sugestiva. A diagramação é simples, com alguns detalhes nas entradas dos capítulos. Achei a fonte pequena, mas as páginas amareladas suavizaram a sensação de "letras formiguinhas". Encontrei alguns poucos erros de revisão, nada que perturbe a leitura.

Já li Crescendo, o segundo livro da série, em breve terá resenha dele aqui também. Por enquanto, recomendo Sussurro a quem gosta de romances sobrenaturais com "mimimi". 

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