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[Filmes] Assistidos recentemente

quarta-feira, 27 de julho de 2016
Oi, gente! Tudo bom com vocês? Espero que sim.
Hoje venho falar um pouco sobre os últimos filmes que eu tenho assistido.

As Vantagens de ser Invisível 


Sinopse: As Vantagens de ser Invisível (2012). Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Sua professora de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si… até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.

Um filme sobre mudanças e superações. Adorei a experiência de saborear este filme. O amor acontece na medida em que o deixamos nos afetar. A forma como Logan Lerman incorporou Charlie ficou espetacular, eu achei incrivelmente maravilhoso. Ele consegue prender sua atenção do início ao fim e fazer você se sentir dentro do filme, vivendo os personagens, participando dos seus dramas. Não li o livro, mas pretendo ler. Esse filme, com certeza, é um dos melhores filmes que eu já vi.

Como Eu Era Antes de Você 

Sinopse: Will (Sam Claflin) é um garoto rico e bem-sucedido, até sofrer um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Ele está profundamente depressivo e contrata uma garota (Emilia Clarke) do campo para cuidar dele. Ela sempre levou uma vida modesta, com dificuldades financeiras e problemas no trabalho, mas está disposta a provar para Will que ainda existem razões para viver.

Por mais que Louisa seja uma personagem divertida e cativante, Emilia Clarke optou por interpretá-la exagerando nas emoções, pela expressividade das sobrancelhas. Na minha opinião o filme deixou a desejar, os autores não conseguiram transmitir ao público a intensidade que o livro passa. Se pensarmos bem, esse não é um filme romântico, muito pelo contrário, ele mostra que só o amor às vezes não é capaz de vencer tudo. Mas, de qualquer forma, eu gostei bastante do filme e da trilha sonora (já comecei a me emocionar no trailer haha).

Juntos Pelo Acaso

Sinopse: Holly Berenson (Katherine Heigl) e Eric Messer (Josh Duhamel) se conhecem, mas o primeiro encontro deles é um verdadeiro desastre. A única coisa que eles têm em comum é a paixão pela afilhada Sophie (Alexis Clagett/Brynn Clagett). Só que um acidente fatal deixou a menina órfã dos pais e a dupla foi designada para cuidar da pequenina. Obrigados a permanecerem juntos para cuidar dela, eles enfrentam as dificuldades típicas de quem passa a ser pai e mãe de uma hora para outra e começam a se entender melhor.

Eu adoro filmes desse gênero (Comédia Romântica/Drama). A história é engraçada e ao mesmo tempo triste. Amei muito os personagens Holly e Messer. Muito bom o filme, bem divertido depois de um momento muito triste, uma das melhores comédias românticas dos últimos anos. Ele motiva você a acreditar que o amor pode surgir com o tempo, que tragédias podem acontecer com qualquer um. Entretanto o filme pode ser caracterizado por alguns também como clichê e fora de realidade. 

O Retrato de Dorian Gray

Sinopse: Londres. Dorian Gray (Ben Barnes) é um belo e ingênuo jovem, levado à alta sociedade local por Henry Wotton (Colin Firth), que lhe apresenta os prazeres hedonistas da cidade. Basil Hallward (Ben Chaplin), um artista que frequenta este meio, resolve pintar um retrato de Dorian, de forma a capturar sua beleza jovial. Ao ver o quadro, Dorian faz a promessa de que daria tudo, até mesmo sua alma, para permanecer sempre com o visual nele estampado. A partir de então, Dorian não mais envelhece, mas todos os pecados que comete e a idade que chega são demonstrados no retrato, cada vez mais terrível. Para que ninguém mais o veja, Dorian decide esconder o retrato no sótão de sua casa.

Não tenho muito a falar sobre esse filme, pois, além de não ter lido o livro, não gostei do filme, e pelo que pude perceber a maioria das pessoas também não gostou do filme.


Talita Souza: Amo muito ler. Descobri nos livros o que eu não sabia sobre mim. Sou fã da escritora e jornalista Clarice Lispector, as frases e citações dela são incríveis.

[Filmes] O que tenho visto

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Olá, pessoal! Quem é vivo sempre aparece e conta coisas legais. Hoje vou falar sobre alguns filmes que assisti. Não são muitos, mas foram surpreendentes. Parte deles, assisti pelo Telecine Play, a outra parte, pela Netflix. Eu particularmente, sou fã da Netflix, e vocês?

Vamos ao filmes:

Amor Sem Fim 

EUA (2014)

Trata-se da refilmagem de Endless Love (1981), estrelado por ninguém menos que Brook Shields, então famosa pelo atemporal e maravilhoso “A Lagoa Azul”. O filme conta a história da riquinha Jade Butterfield (Gabriella Wilde), de 15 anos, com David Elliott (Alex Pettyfer), de 17, um rapaz despretensioso, cuja maior ambição é ajudar o pai em seu trabalho na oficina de automóveis. Obviamente, os dois se apaixonam e, apesar da desaprovação do pai, Jade decide lutar por seu primeiro e grande amor.
O filme é fofinho e os protagonistas são lindos — sou fã do Alex Pettyfer, não nego —, mas nada de extraordinário acontece. Eu gostei bastante. Achei romântico e inspirador. A crítica considerou o roteiro quase absolutamente fiel ao original.


Garota Exemplar
EUA 2014

Adaptado do livro Garota Exemplar, de Gillian Flynn, o filme conta sobre o mistério do desaparecimento de Amy Dunne (Rosamund Pike), bem no dia do seu aniversário de casamento, tornando Nick (Ben Affleck) o principal suspeito do possível crime. Com o apoio da irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar que é inocente e, ao mesmo tempo, descobrir o que houve com Amy.

Adorei. O drama é tenso, intenso, instigante e surpreendente. Até consegui imaginar os fatos, mas a forma como a história se desenrola é tão interessante que eu fiquei ligada o tempo inteiro. 

Vale a pena assistir!


O Universo No Olhar 
EUA 2014

Desde a infância, Ian Gray (Michael Pitt) é obcecado pelo olho humano. Ele se torna cientista e inicia pesquisas, a fim de provar que o desenvolvimento do olho não é obra da criação divina, mas faz parte da evolução natural. Certa noite, numa festa, Ian conhece uma garota misteriosa, que surge com o rosto coberto por uma máscara, tendo apenas os olhos à mostra. Ele pede autorização para fotografá-los, e é através da imagem dos olhos de Sofi (Astrid Berges-Frisbey) que Ian irá reencontrá-la.
Embora Ian seja cético e Sofi tenha grandes convicções espirituais, os dois terminam se apaixonando e essa relação faz com que ele siga à procura de explicações fora da ciência para os mistérios que o olho humano pode esconder.

Uma história diferente, sem dúvida. Inicialmente chamou minha atenção pelo fato de ser ficção científica, mas o romance e o drama revelados no desenrolar da trama me prenderam. Amei o final. Forte, simples e tocante. Chorei.


Ponte Aérea
Brasil 2015

O carioca Bruno (Caio Blat) e a paulista Amanda (Letícia Colin) estão num voo do Rio de Janeiro para São Paulo, que tem seu curso desviado para Belo Horizonte, devido ao mal tempo. Os dois se conhecem por acaso no hotel para onde são levados e, após um rápido flerte, passam a noite juntos. No dia seguinte, eles terminam se desencontrando, pois Bruno decide partir para São Paulo bem cedo. Mais tarde, ele a procura e termina seguindo para uma festa em sua casa. Aos poucos, o sentimento entre os dois vai surgindo e ganhando espaço, apesar da distância e das diferenças que os separam.
Um ótimo filme nacional, sem dúvida, surpreendente. Comecei a assisti-lo como quem não quer nada e fui fisgada. A interpretação do Caio e da Letícia ficou show de bola e o final da trama fugiu totalmente do óbvio.
 Ri, me emocionei, especulei, amei!


Esses foram alguns dos filmes que assisti. Há mais títulos nessa lista, inclusive, o de uma série que comecei a assistir e liquidei a primeira temporada em poucos dias.

Beijos!

[Filme] Em Chamas

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Olá, queridos amigos e leitores quase abandonados! Como vão todos? Preparados para as festas do final de ano? Confesso que ainda não estou preparada, e o motivo é uma viagem que farei na última semana do mês. Talvez vocês estejam se perguntando por que uma viagem me deixaria com essa sensação. Viajar é maravilhoso mesmo, sem falar que haverá um chá de fraldas para Maria Elisa no interior. É que serão cerca de dez dias fora de casa, e claro, longe dos meus três gatos. Riam... Podem rir de mim, pois é engraçado mesmo. Mas a verdade é que meu coração está apertadinho por deixá-los aqui sozinhos - aos cuidados da vizinha e da minha mãe - por tantos dias. Fora isso, sei que vou me divertir bastante.

Hoje eu não sabia exatamente sobre o que falar - meus dois notebooks estão com problemas nas juntas (junta tudo, joga fora e compra um novo), e isso me deixa com uma preguiça master de ligá-los -, por isso escolhi falar sobre algo bastante agradável: minha experiência com o filme Em Chamas. Dessa vez, serão apenas comentários sobre o filme, e não uma resenha. Quem quiser saber mais detalhes sobre a história pode conferir as resenhas completas de Jogos Vorazes (livro e filme) e Em Chamas (livro).

- Comentários sobre Jogos Vorazes 2: Em Chamas 


Katniss e Peeta estão de volta ao Distrito 12 como os vitoriosos da 74º Edição dos Jogos Vorazes. A vida mudou bastante agora que eles moram em casas luxuosas na Vila dos Vitoriosos, mas a opressão pela parte da Capital permanece. Logo no início do filme, os protagonistas participam da Turnê da Vitória por todos os Distritos, quando ambos, especialmente Katniss que recebeu ameaça do presidente Snow, em pessoa, antes de começar a Turnê, notam o clima de revolta e hostilidade nos Distritos. Várias coisas acontecem nesse meio tempo, inclusive o noivado dos dois "pombinhos", contudo, não convencido do amor deles, o presidente promove uma mudança em virtude da 75º Edição dos Jogos Vorazes, também chamada de Jogos Quaternários, e os dois vitoriosos terminam retornando à arena.

Maravilhoso! Não é segredo que Em Chamas é meu livro favorito da série, e o filme não ficou atrás. A maioria das cenas foi bem fiel ao livro, tanto que eu até sabia algumas falas. Senti falta de algumas cenas, como a chegada dos pães na arena, mas compreendi que, embora isso tivesse um bom significado, o tempo do filme não permitiria tantos detalhes. 

Achei a arena bem menor do que eu imaginava, mas as seções, a posição da cornucópia e a praia ficaram quase iguais ao que imaginei ao ler o livro. Os atores também se encaixaram direitinho com os personagens - não é segredo que Finnick é meu segundo personagem favorito da série inteira, o primeiro é Peeta, lógico. O que dizer sobre Johanna Mason?... Sem comentários.

Algo a mais que tenho a dizer é sobre a reação do meu esposo, que não leu nada da série, apenas assistiu ao primeiro filme e virou fã. Ele amou Em Chamas! Na saída, comentou que foi sua melhor experiência no cinema, e que a história o empolgou tanto que deu até vontade de ler A Esperança.

O filme é muito bom mesmo. Eu recomendo a todos que gostam do estilo de olhos fechados, porque, como disse meu esposo, mesmo quem não assistiu ao primeiro consegue acompanhar a história sem problemas. Amei Em Chamas! Quem venha A Esperança Parte I.

Classificação: 


Mais de trezentos reais

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Olá, queridos amigos e leitores! Antes de falar sobre a postagem do dia, gostaria de dar uma notícia a vocês: eu vou ser mamãe pela primeira vez! Estou radiante, como vocês já devem imaginar. Sinto-me realmente muito abençoada.

Bem, eu sei que deveria postar uma resenha de livro ou mesmo novidades literárias do mês de agosto hoje, mas encontrei algo na net e não pude resistir. Talvez vocês já conheçam esse vídeo em que um DJ muito inteligente criou uma canção com o trecho da entrevista de uma mulher beneficiada pelo Bolsa Família - É mais de 300 reais

Sei que é uma crítica, nem dá para discutir esse absurdo, só que a música ficou tão bem feita e tão engraçada, que fica repetindo na minha cabeça o tempo todo! (Hahaha) Cheguei a comentar com meu esposo que essa senhora deve ser muito ignorante, no sentido de falta de conhecimento mesmo, e deve estar sendo pressionada pela filha "espertinha" - para não sugerir outro adjetivo.

Quero ressaltar minha admiração pela capacidade técnica e musical do DJ. A voz da senhora ficou parecida com a da Elza Soares!



[Jogos Vorazes] Finnick e Annie

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Olá, amigos! Algum tempo atrás, eu encontrei uns vídeos sobre os personagens da trilogia Jogos Vorazes e comecei a assisti-los. Trata-se de uma série feita por fãs dos livros de Suzanne Collins. Dessa vez, trago os vídeos sobre a vida de Finnick, personagem que surgiu no segundo volume, Em Chamas, e Annie, mencionada no segundo volume e inserida no terceiro e último volume, A Esperança. Eu gostei bastante dos vídeos, até porque Finnick é meu segundo personagem favorito em toda a trilogia, o primeiro é Peeta, claro. 


Confiram a seguir os seis vídeos sobre a história deles. Não se preocupem, são vídeos curtinhos e os fãs realmente capricharam.







E então, o que acharam?

[Jogos Vorazes] A árvore-forca

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Olá, queridos amigos e leitores. Poucos dias atrás, resenhei Em Chamas aqui no blog. Desde então, tenho assistido a vários vídeos relacionados à trilogia Jogos Vorazes. Hoje eu encontrei um super legal sobre a infância de Katniss - o dia em que o pai dela lhe mostrou a floresta e como caçar. Achei os atores muito bons, a voz do pai de Katniss é mesmo perfeita. Vocês se lembram da música "A árvore-forca"? Mesmo para quem não se lembra, ou ainda não chegou a esse trecho na série, vale a pena conferir!


E aí, gostaram do vídeo?

[Resenha + Filme] Para Sempre

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Olá, amigos e leitores. Após alguns dias de muitas atividades novas, especialmente meu retorno à faculdade, trago para vocês mais uma resenha de livro com comentário de filme. Tentei ser breve, não sei se deu muito certo.
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Título original: The Vow
Autor: Kim e Krickitt Carpenter
Tradução: Ivar Panazzolo Júnior
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance/Biografia Cristã
Páginas: 144
Ano: 2012
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Sinopse

A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.

Resenha

"Que eu me torne a garota que era, e também aquela que o Senhor quer que eu seja." (pag. 102)

Kim (Kimmer) e Krickitt (Krisxan) se conheceram no outono de 1992, quando ele telefonou para a loja em que ela trabalhava a fim de comprar uma jaqueta de técnico de beisebol. Cativado pela voz e pelo jeito atencioso de Krickitt, Kim voltou a ligar outras vezes, até que eles terminaram virando amigos. As muitas ligações dos meses que se seguiram logo deram espaço a longas cartas e, claro, à troca de fotografias. Os dois estavam se apaixonando, então resolveram se conhecer pessoalmente. Kim morava em Las Vegas (Novo México - Nevada) e Krickitt, que morava na Califórnia, foi visitá-lo. Como o amor entre os dois era evidente, e eles eram cristãos, casaram-se poucos meses depois, no dia 18 de setembro de 1993.

"Você disse que eu posso perguntar qualquer coisa a você, então preciso ser honesta, Kimmer. Tenho muita fé, quero dizer, a fé e o cristianismo são importantes para mim. Não me vejo tendo um relacionamento de verdade com uma pessoa que não crê." (pag. 15 e 16)

Após dois meses de casamento, Kim e Krickitt resolveram viajar até Phoenix (Arizona) no Dia de Ação de Graças - última quinta-feira de novembro -, para fazer a primeira visita depois de casados aos pais de Krickitt. Por volta das 18h30 do dia 24 de novembro de 1993, próximo à divisa do Novo México com o Arizona, eles sofreram um grave acidente que quase ceifou suas vidas. Krickitt ficou presa nas ferragens do carro e, segundo os médicos, sua chance de sobrevivência era menor que 1%. 

"- Fizemos tudo que era possível, mas a condição da sua esposa não melhorou. Ela está além da possibilidade de auxílio médico - explicou ela (enfermeira). "Talvez ela esteja além da possibilidade de auxílio médico", pensei. "Mas eu ainda posso pedir a Deus"." (pag. 39)

Muitas pessoas se mobilizaram a orar por Krickitt e, milagrosamente, ela começou a se recuperar. Porém, após recobrar a consciência, percebeu-se que ela estava com amnésia retrógrada e que cerca de um ano e meio de lembranças havia sido apagado de sua memória, restando apenas flashes vagos. Krickitt não sabia quem Kim era, muito menos que era casada.

A história é contada por Kim, numa narração muito simples e fácil de compreender. Pelo fato de Kim e Krickitt não serem escritores, as informações são passadas rapidamente, de modo que sentimos falta de alguns detalhes importantes, como as reações e falas de Krickitt diante das descobertas sobre sua antiga vida. Mas Kim, em contrapartida, nos dá muitos detalhes acerca do acidente e das etapas vividas no hospital. A diagramação do livro é simples, com alguns detalhes nas entradas e saídas de capítulos. A capa é muito bonita, a foto dos atores que protagonizaram o filme, e o título está em alto relevo. Encontrei apenas três errinhos de revisão, o que poucos leitores notariam.


Quem decide assistir ao filme, imaginando visualizar a história de Kim e Krickitt, termina encontrando algo totalmente diferente. No filme, o casal é outro e a história também. A personagem é escultora, em vez de ginasta, e se chama Paige (Rachel McAdams), o marido dela é produtor musical, em lugar de técnico de beisebol, e se chama Leo (Tatum Channing). Os dois se apaixonam de maneira arrebatadora, casam-se no Museu de Artes e sofrem o acidente enquanto estão tramando fazer bobagens dentro do carro. 


"- O cristianismo de Krickitt está no centro dela, Kim. É uma parte da alma dela. A alma não pode ser afetada por qualquer ferimento, porque é imortal. Sua fé sempre vai estar viva. Está viva agora."


O que mais senti falta no filme foi da fé de Krickitt. Acho que isso realmente moveu a cura dela e a restauração do relacionamento - isso não é spoiler, já que todo mundo conhece o contexto geral da história desse casal. Fora isso, o roteiro inspirado na vida de Kim e Krickitt Carpenter realmente me emocionou. Consegui visualizar as emoções e conflitos de Krickitt e até deu pra sentir uma raivinha dela. 

O livro Para Sempre me fez chorar algumas vezes. Com ele, aprendi que o amor é capaz de vencer barreiras naturais aparentemente intransponíveis e fui altamente incentivada a valorizar ainda mais a minha fé - em meu entendimento, foi a fé que manteve a força de vontade e a perseverança de Kim e, em especial, Krickitt. Recomendo o filme inspirado e o livro a todos.


Classificação:

Livro e filme


[Resenha + Filme] Sou Louco por Você

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Depois de não resistir e assistir ao filme Paixão Sem Limites (Três Metros Acima do Céu) pela quarta vez e a Sou Louco Por Você pela segunda, trago para vocês mais uma resenha de livro - republicação - com o comentário de sua adaptação para o cinema.

Título original: Ho voglia di te
Autor: Federico Moccia
Tradução: Sandra Martha Dolinsky
Editora: Planeta
Gênero: New Adult
Páginas: 347
Ano: 2011

Sinopse

Step volta a Roma depois de dois anos em Nova York, para onde viaja a fim de esquecer Babi. Tenta retomar a vida, encontrar amigos, arranjar um emprego, voltar a se relacionar com a família. Porém, logo percebe que algo mudou dentro dele. Quando conhece Gin, uma garota de 19 anos, linda e irreverente, vê suas esperanças se renovarem e volta a acreditar que conseguirá se envolver e se apaixonar. Mas não é fácil esquecer Babi e, quando se depara com ela, sente como se todo o seu mundo cambaleasse... É possível reviver a magia do primeiro amor? Será que conseguimos mudar o ruma de nossa história?

Em Sou Louco Por Você, Federico Moccia presenteia os leitores com um romance delicioso, que fala de desejos, amor e sonhos.

O "fenômeno Moccia" continua: milhões de jovens imitam uma cena do livro e prendem cadeados com seus nomes em pontes de todo o mundo, jogando as chaves em água corrente. Os cadeados dos apaixonados são um maravilhoso exemplo de como a realidade pode imitar a ficção.

Resenha


Stefano, ou Step, é um jovem adulto, que volta a Roma após dois anos de estudos em Nova Yorque. Claro que o motivo real de sua viagem é a dor de cotovelo por ter perdido seu primeiro amor, Babi. Já nos momentos iniciais do livro, Step se mostra uma espécie de galã, contudo, um tipo nada convencional. Repleto de testosterona, ele relembra suas peripécias adolescentes: brigas, sua prisão e, claro, momentos marcantes que viveu com Babi.

Durante a primeira parte do livro, como considerei os dezessete capítulos iniciais, os acontecimentos parecem nada ter a ver com o que está descrito na sinopse do livro, porque Sou Louco Por Você é a continuação do romance juvenil Três Metros Acima do Céu. Nesse trecho, conhecemos diversos personagens e somos envolvidos em subenredos que não fazemos ideia de onde vão dar. Por um longo tempo, parece mesmo que tais cenas aconteceram por acaso, mas o autor termina resolvendo quase todos esses conflitos no final.


A partir do décimo oitavo capítulo, a história começa realmente a nos empolgar. É quando conhecemos Ginevra, ou Gin, uma garota de dezenove anos que tem um comportamento muito peculiar. Ela adora praticar artes marciais, gosta de brigar, de xingar e de ser desafiada, mas tem um temperamento perfeitamente feminino - ao menos segundo a ideia de Step - e se veste muito bem. Juntos, esses dois nos fazem viajar em muitas aventuras, todas no limite do perigo e da paixão. Mas a história não fica por aí. Step tem profundos conflitos familiares, o que é dissecado de forma bastante lenta durante todo o livro. Além disso, a família de Babi também tem problemas, e estes são até maiores que os da família de Step.




A princípio, confesso que não gostei muito do livro. O autor xinga bastante e narra com detalhes as cenas impróprias para menores. No entanto, resolvi continuar a leitura porque Federico Moccia tem uma forma de escrever bem diferente. Ele narra em primeira e terceira pessoas, tempo presente, só que não nos dá a mínima ajuda para identificar que o narrador foi trocado. Assim, Step está narrando e no parágrafo ou no diálogo seguinte quem narra é Gin, e o narrador volta a ser Step do mesmo jeito que passou a Gin. Federico também não sinaliza quem está falando nos diálogos, de modo que precisamos prender bastante a atenção durante a leitura. A presença dos verbos dicendi (disse, fala, murmura...) é quase inexistente, bem como o uso de pronomes pessoais no início das frases - sobretudo, nos primeiros capítulos.


Mas a história, com seu clima divertido e emocionante, realmente me surpreendeu. Step foi progredindo paulatinamente e terminou se tornando um cara transbordante de testosterona, mas muito, muito romântico mesmo. E não foi só isso, a forma como a problemática final foi resolvida envolveu pequenos detalhes que pareceram soltos lá no início do livro. Eu diria que Federico escreveu um desfecho brilhante, e isso apagou a impressão ruim que tive nos capítulos iniciais do livro. E, só pra constar, eu vibrei com o final do pai de Babi!



Sobre o filme, ao contrário do que eu disse a respeito de Três Metros Acima do Céu, prefiro o livro. Continuo achando que a forma como as cenas são apresentadas em ambos os filmes torna os acontecimentos mais compreensíveis e imagináveis do que nos livros, mas os detalhes dessa história que foram perdidos na produção do roteiro para o cinema, em minha opinião, eram realmente indispensáveis. Há uma cena no filme em que Gin (Clara Lago), Hache/Step (Mario Casas), Katina (Marina Salas) e o irmão de Gin brincam com uma mangueira à frente de um outdoor que representa um dos momentos mais lindos do livro. Por mais que a cena tenha sido muito bem-produzida e tenha encontrado sentido na história, fiquei meio decepcionada, com a sensação de que o melhor da história me foi roubado.



Entretanto, há várias outras cenas que foram introduzidas e fizeram toda a diferença no enredo. Uma das partes mais emocionantes nessas novas cenas é quando Katina escreve um bilhete para Pollo e sobe no muro do apartamento para queimá-lo e largá-lo ao vento. A cena em que Hache/Step recupera a moto de Pollo também foi perfeita. Quem assistir vai entender por quê.




Por fim, o filme Sou Louco Por Você não superou o filme Três Metros Acima do Céu (Paixão Sem Limites) - embora o livro tenha chegado bem perto disso -, mas é uma história muito boa: romântica, engraçada, dramática. Eu recomendo o livro e o filme para jovens acima dos 16 anos. 



Classificação: 


Livro e Filme

[Resenha + Filme] Três Metros Acima do Céu

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Depois de vários dias tentando me convencer a escrever a resenha de algum dos livros que li, decido resenhar o livro Três Metros Acima do Céu e comentar sua adaptação para o cinema Paixão Sem Limites.

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Título original: Tre Metri Sopra il Cielo
Autor: Federico Moccia
Tradutor: Mario Fondelli
Editora: Rocco
Gênero: Romance Jovem Adulto
Ano: 2005
Páginas: 359

Sinopse

A paixão do mais improvável dos casais, Babi, uma patricinha de Roma, e Step, um motoqueiro bad boy, é a trama de Três Metros Acima do Céu, um romance que conquistou a juventude italiana, a ponto de, durante anos, circular em cópias xerocadas entre os leitores. Para viver o primeiro amor com toda sua intensidade, os protagonistas tentam se modificar, enquanto enfrentam a oposição da família da menina, o estranhamento dos amigos, as dificuldades de acertar o próprio relacionamento e de amadurecer. 

Babi, a excelente aluna de boa família, assusta os pais ao deixar de obedecer cegamente às convenções que até então regulavam sua existência, enquanto Step se surpreende ao perceber que o amor vai obrigá-lo a abandonar velhos hábitos e tratar com respeito a namorada que se prepara para seguir uma carreira universitária, algo muito distante do que o destino reservou para o jovem delinquente.

Entre pegas de moto, festas que varam noites, tatuagens, brigas homéricas, provas desesperadas de afeto e uma tragédia que mudará para sempre suas vidas, Step e Babi vivem uma incrível história de amor, cheia de reviravoltas e sentimentos à flor da pele, aquele tipo de paixão que só pode ser vivida quando se tem dezessete anos e acredita-se que tudo ainda é possível.

Resenha

Babi é uma garota de dezessete anos linda, inteligente, rica, mimada e - por que não dizer? - patricinha. Acostumada a tirar sempre notas altas na escola, tem um futuro aparentemente promissor, indo à faculdade e se casando com algum playboyzinho da cidade de Roma. Mas tudo parece se confundir quando, por um acaso, ela conhece Step (Stephano) no trânsito, a caminho da escola, e a partir de então os dois começam a se encontrar nos lugares mais improváveis da cidade.


De início, Babi, que costuma receber presentes caríssimos dos seus pretendentes riquinhos, detesta Step (Hugo, Hache ou H, no filme), que participa de rachas com os amigos,  invade festas, comete furtos e outros delitos, como comer em restaurantes e sair sem pagar a conta, e quebra a cara de quem lhe der na telha. O problema é que, além de ser um verdadeiro bad boy, Step é lindo e altamente cobiçado pelas garotas de toda Roma. E é nesse clima de guerra que esses dois perfeitos temperamentais irão se apaixonar.



Narrado em terceira pessoa, Três Metros Acima do Céu é um romance intenso, engraçado e dramático. Apesar de Step parecer não ter limites e ser absolutamente inconsequente, ele não é o tipo rebelde sem causa, o autor embasou muito bem os motivos da rebeldia dele, e isso fez diferença na credulidade da história. Além disso, a quantidade de coadjuvantes no livro é muito vasta. Federico nos mostra não apenas a história de Babi e Step, mas delineia com detalhes a vida de outros personagens, como os pais, a irmã e uma das professoras de Babi, os pais, o irmão, os amigos e os inimigos de Step. Contudo, a história secundária mais importante é mesmo a de Pollo, melhor amigo de Step, e Pallina (Catina, no filme), melhor amiga de Babi.



Comparando o livro ao filme, pasme, prefiro o filme. Eu tenho uma relação estranha com a escrita de Federico Moccia - ora amo, ora detesto. Além do mais, Três Metros Acima do Céu se passa em 1997. Babi menciona vários itens que os nascidos nessa época nem devem saber que existiram, como discman (toca CD portátil) e vespa (tipo de motocicleta muito parecida com a Biz), entre outros. Em Paixão Sem Limites, como o título do filme foi traduzido no Brasil, a história já se passa no século 21 e o espectador parece mais inserido no contexto. 

Algumas coisas foram reveladas com clareza no filme, outras só mesmo lendo o livro para compreender. No livro, Step chegou a se relacionar com o pai de Babi, e isso foi realmente muito importante para o destino da família da moça na continuação Sou Louco Por Você. Outra coisa que não ficou tão clara no filme foi a questão da aversão de Step pela mãe, algo que também se arrasta até o finalzinho do segundo livro. 


Eu não poderia deixar de mencionar a beleza de Mario Casas, ator que interpretou Hache (Step) no filme e que é namorado da María Valverde (Babi) na vida real. Ele realmente conseguiu caracterizar o perfeito bad boy, e eu sei porque sei que muitas leitoras de Belo Desastre imaginaram Travis Maddox, talvez o bad boy mais famoso do momento, com a cara do Mario Casas. Seria perfeito, não é, meninas? Confesso tê-lo imaginado com a carinha do Mario na primeira vez em que li Belo Desastre, depois o imaginei como Tatum Channing, mas esse assunto pertence a outro departamento. O.k. Voltando...

A capa do livro produzida pela Rocco é mesmo vergonhosa, aliás, não consegui enxergar a relação dessa imagem com a história; muito subjetiva diante da intensidade de Três Metros Acima do Céu. Já a capa do filme ficou muito boa. Não falarei sobre diagramação, pois li em e-book - eu mudo o modo da tela do tablet para positiva (amarelada) e a leitura se torna muito agradável.



Se você gosta de romances intensos, capazes de fazer rir e chorar, eu recomendo a leitura de Três Metros Acima do Céu. E se você gosta de filmes que misturam romantismo, comédia, drama e violência pode assistir a Paixão Sem Limites. Eu já o assisti umas três vezes e mal posso esperar para vê-lo novamente.




Classificação
Livro 
Filme